quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CEGO, MAS NO CAMINHO CERTO!

Cego, mas no caminho certo*


Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos._ (Salmo 119:105, ARA)

Antes dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, a tocha olímpica passou pelo tradicional revezamento até chegar à cidade sede, marcando pre­sença em mais de mil cidades do Reino Unido até chegar à capital. Depois que a tocha foi acesa em Olímpia, na Grécia, nas ruínas do templo de Hera, onde aconteciam os jogos da Antiguidade, foi levada de avião até a Inglaterra. Começou então o grande revezamento, no qual os atletas correm com a tocha levantada e a passam para o próximo até o dia da abertura do evento. Mais de 8 mil pessoas participaram desse processo.

No dia 26 de junho, na cidade de Armthorpe, foi a vez de Simon Wheatcroft carregar a tocha. O interessante é que ele fez isso sozinho, mesmo tendo ficado cego aos 17 anos, depois de contrair retinite pigmentosa, condição he­reditária que vai causando a degeneração da retina ocular. Sem deixar que a cegueira o limitasse, Simon começou a treinar para correr.

Para conseguir fazer isso sozinho, começou a usar um aplicativo de celular que rastreia o percurso e o avisa das curvas e obstáculos. Ele fez seu trajeto com destreza e sentiu que já estava correndo havia um bom tempo. E foi isso mesmo: todos ficaram tão emocionados por sua participação que o deixaram correr mais do que o originalmente marcado.
O livro do Apocalipse conta que nós, os cristãos dos últimos dias, também temos um problema de visão. Sofremos com a cegueira espiritual, embora nem sempre reconheçamos isso. "Vocês dizem: 'Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos.' Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos" (Apocalipse 3:17).

Entretanto, para nós, cegos espirituais, há um antídoto certeiro: o colírio da Palavra de Deus. Ela ilumina, guia e orienta. Quando reconhecemos nossa necessidade, voltamo-nos para quem pode resolvê-la e o buscamos em sua Palavra. Assim podemos seguir como Simon, sozinhos, mas muito bem asses­sorados por aquele que nos mostra as curvas e  os obstáculos do caminho, e ainda nos ensina a superá-los.
AMEM!