domingo, 6 de novembro de 2016

CISNE NEGRO

 *Cisne Negro*


"Mas, o respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai."_ (Mateus 24:36)

Você já viu um cisne negro? Nicholas Taleb escreveu um instigante livro intitu­lado O Cisne Negro. "Antes da descoberta da Austrália, as pessoas do Velho Mundo estavam convencidas de que todos os cisnes eram brancos", diz ele. Essa era uma crença inquestionável que parecia ser absolutamente confirmada por evidências empíricas. E, para surpresa geral, inclusive dos ornitólogos, descobriu-se que os cisnes podiam ter outra coloração.
O autor usa o cisne negro como metáfora para falar de eventos improváveis e inesperados, que teriam três características: (1) são raros, (2) causam grande impacto e (3) são explicados depois de ocorridos. Desde que o poeta romano Juvenal usou a expressão "cisne negro", ela se tornou sinônimo de algo impossível, inexistente ou pelo menos desconhecido. Os cisnes negros têm que ver com a incerteza e estão presentes em todas as áreas, mas nossa cegueira nos impede de prevê-los.

"Quase nenhuma descoberta, nenhuma tecnologia importante, foi fruto de projetos e de planejamento; foram apenas cisnes negros", comenta Taleb. A des­coberta do laser e o sucesso do Google são exemplos de cisnes negros. O mesmo pode ser dito de eventos naturais e históricos. Pense, por exemplo, no ataque ter­rorista de 2001. Se as pessoas soubessem que ele iria acontecer, não teria ocorrido, pelo menos não da maneira que ocorreu.

A fragilidade do conhecimento faz com que sejamos surpreendidos pelos novos rumos da história, sempre imprevisível. Não a conhecemos de verdade. Não apren­demos o que deveríamos aprender. Tomamos providências a partir dos aconteci­mentos, não dos imprevistos. "A lógica do cisne negro torna o que você não sabe mais relevante do que aquilo que você sabe", diz Taleb.

Penso que a primeira vinda de Jesus foi uma espécie de cisne negro. Quase nin­guém prestou atenção. O impacto dela só foi percebido depois. Igualmente, a volta de Cristo terá um elemento de cisne negro. Apesar de ter sido anunciada com ante­cedência, muita gente não acredita em sua ocorrência, e ninguém sabe o dia nem a hora. Assim como ocorreu com o cisne negro do dilúvio, o mundo será pego de surpresa novamente. Haverá repentina destruição. O próprio Jesus falou sobre isso.

Você não precisa ser surpreendido, pois já sabe que cisnes negros existem. Prepare-se porque um dia, não se sabe quando, o cisne aparecerá. E, quando ele aparecer, não adianta ficar buscando explicação para esse evento raro. O impor­tante é estar preparado para ver o cisne mais glorioso do universo