quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

TRE - SE MARCA DATA DA NOVA ELEIÇÃO EM CARMÓPOLIS PARA PREFEITO E VICE PREFEITO


Finalmente uma noticia que todo mundo estava esperando. Muitos se perguntavam: quando seria a nova eleição de Carmópolis? Nesta manhã o povão foram surpreendido com a decisão do TRE-SE, conforme publicou o NE Noticias, e vários jornais locais e eletrônicos. Logo se espalhou nas redes sociais, principalmente nos grupos de whatsApp. Veja o artigo abaixo:

Na manhã de hoje (26), o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe aprovou, por unanimidade, a data para a realização da eleição suplementar no Município de Carmópolis, oportunidade em que serão escolhidos o novo prefeito e vice-prefeito. A data para a realização do novo pleito (2 de abril de 2017) foi escolhida entre as disponíveis no calendário pré estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE.

As eleições suplementares em Carmópolis se devem ao fato de que a chapa majoritária que se sagrou vencedora, formada pelos candidatos Volney Leite Alves e Theotonio Narcizo da Cruz Neto, teve o registro de candidatura negado pelo TRE-SE, cuja decisão foi mantida pelo TSE. Atualmente o presidente da Câmara de Vereadores daquele Município, Luiz Guimarães Silva, exerce o comando da prefeitura de forma interina.

Embora os recursos interpostos por Volney e Theotonio ainda não tenham transitado em julgado, com base em jurisprudência da corte superior, o TRE-SE decidiu pelo agendamento de novas eleições independentemente da conclusão definitiva da ação.

Nas próximas semanas o TRE-SE se debruçará sobre a elaboração do calendário eleitoral, que será estabelecido através de Resolução, e definirá, entre outros pontos, o período de registro de candidatura e propaganda eleitoral.

A previsão de eleições suplementares está disposta no artigo 224 do Código Eleitoral, que sofreu algumas mudanças com a Reforma Eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165). O parágrafo 3º desse artigo prevê a realização de novas eleições sempre que houver, independentemente do número de votos anulados e após o trânsito em julgado, “decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário”.

Na sessão plenária ocorrida no dia 28 de novembro de 2016, o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade de votos, declarou a inconstitucionalidade da expressão “após o trânsito em julgado” contida no §3º, do art. 224 do Código Eleitoral, conforme redação dada pela Lei n. 13.165/2015, reafirmando o entendimento de que a renovação da eleição deve ocorrer após a publicação da decisão do TSE nos casos em que a quantidade de votos nulos dados ao candidato eleito com o registro indeferido é superior ao númeno de votos dados individualmente a qualquer outro candidato.

Meu comentário:
Na eleição do dia 02 de outubro o Candidato a prefeito eleito, Volney Leite Alves e seu vice Theotonio Neto deram uma sapecada de mais de 1.500 votos na frente do candidato da ex prefeita Esmerada, seu sobrinho Felipe de Esmeralda. 

Com a anulação dessa eleição, o candidato a vice prefeito da chapa derrotada da prefeita, Gladson Garcia tem demonstrado sua intenção de ser candidato a prefeito do seu agrupamento. 

Esse grupo torciam que se prolongassem ate o final do ano para haver uma nova eleição afim de confundirem a cabeça do povo carmopolitano e com isso levar vantagens. Recentemente pesquisas apontam que Volney e Theotonio detém mais de 70% de aceitação popular. Theotonio não será mais o candidato a vice, porém seu filho Beto Caju (Músico e Compositor) foi aclamado candidato a vice em seu lugar.

Segundo o Juiz da 11ª Zona Eleitoral Dr Rinaldo Salvino em entrevista na ouro negro FM declarou que qualquer cidadão maior, capaz, eleitor e que esteja filiado a algum partido politico e que não tenha nenhum impedimento com a Justiça Eleitoral poderá ser candidato a prefeito e vice prefeito.
Resta agora aos eleitores de Carmópolis e do povoado Aguada, aguardar o dia 02 de abril e confirmar o voto em seu candidato favorito.

Por: Sérgio Vieira

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

TEOLOGIA DA ESPERANÇA

Teologia da esperança*

Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel._ (Hb 10:23)

Jürgen era um jovem de 17 anos, em 1943, quando um bombardeio lançado pela força aérea real britânica sobre sua cidade natal, Hamburgo, quase o matou. Ele sobreviveu por um milagre. Seu amigo Gerhard Schopper, que estava a seu lado, morreu na mesma hora. Vindo de uma família secular, tendo por herói Albert Einstein, o jovem Jürgen, pela primeira vez em sua vida, clamou a Deus.

Pouco depois, ele foi recrutado pelo exército alemão. A carreira de combatente durou pouco. Em 1945, foi feito prisioneiro de guerra pelos soldados ingleses. Nessa condição, teve muito tempo para refletir sobre a vida e os acontecimentos. Perdeu toda a esperança na cultura alemã. Mas, ao ler a Bíblia, descobriu o Deus da espe­rança, que está presente mesmo atrás do arame farpado. "Eu não encontrei Cristo; ele me encontrou", Jürgen diria mais tarde. De volta à Alemanha, em 1948, em vez de estudar matemática, foi estudar teologia.

Seu primeiro livro importante, lançado em 1964, a obra que contribuiu para seu ingresso no panteão dos grandes teólogos do século 20, tinha um título que expressava sua confiança no futuro construído por Deus: Teologia da Esperança. A partir daí, o nome de Jürgen Moltmann sempre esteve associado à redescoberta da esperança como elemento importante da escatologia. Afinal, um Deus sem futuro leva a um futuro sem Deus e, portanto, a nenhum futuro.

Esperança! O que essa palavra significa para você? Mais que um conceito abs­trato, esperança é expectativa positiva, apesar da realidade negativa. Ter esperança significa ampliar os horizontes e ver além das circunstâncias presentes. É acredi­tar que o fracasso humano não é a palavra final.

No Novo Testamento, a palavra esperança (elpis) tem um grande destaque. Para os autores bíblicos, esperança não significa mero desejo imaginário, mas cer­teza inabalável. A base para a esperança é o próprio Criador. O futuro não é bri­lhante por causa da capacidade do homem, mas do poder de Deus. Se você crê nesse poder transcendente, pode esperar coisas boas.

Esperar e crer são verbos com o mesmo DNA teológico. A esperança, assim como a fé, possibilita que você veja o invisível. Quem confia em Jesus, a personi­ficação da esperança, não precisa ter expectativa do mal (medo); pode ter expec­tativa do bem (esperança). A esperança pode ajudá-lo a encarar as circunstâncias adversas com dignidade e a ver a vida com mais otimismo. Ela sempre nos con­vida a crer em um futuro melhor.

domingo, 15 de janeiro de 2017

BRINCANDO COM COISA SERIA

Brincando com coisa séria*

Qualquer homem ou mulher que invocar os espíritos dos mortos ou praticar feitiçarias deverá ser morto a pedradas. Essa pessoa será responsável pela sua própria morte._(Levítico 20:27)

Um menino bonito e educado, órfão de pai e mãe, é criado por tios que o maltratam e o menosprezam. Até que ele descobre ser filho de bruxos poderosos e vai estudar na melhor e mais tradicional escola de magia do mundo. Ele percebe que é alguém especial e aos poucos vai descobrindo sua verdadeira história. Esse é o início de uma famosa saga que conquistou milhões de crianças e jovens ao redor do mundo. Ela começa de modo inocen­te e nos desperta a simpatia pelo desprezado menino bruxo. A cada livro (ou filme), a história se torna cada vez menos inocente e mais sombria, e a parte da bruxaria fica cada vez mais explícita. Você deve saber a que livros e filmes estou me referindo. Talvez você pense que ler essas histórias ou assistir aos filmes não tem "nada a ver".

É assim mesmo que o inimigo apresenta suas artimanhas. De forma sutil, como algo que não tem "nada a ver". Em filmes e desenhos animados, é comum ver cenas de espíritos de pessoas mortas que se comunicam com as vivas. Quando não prestamos atenção e selecionamos muito bem aquilo que deixaremos entrar em nossa mente, torcemos por fantasmas e bruxos, por amores entre vivos e mortos e ainda achamos que não tem "nada a ver", afinal não passa de ficção.

A Bíblia é categórica em relação ao envolvimento com a feitiçaria. Na lei do antigo Israel, essa prática era um crime tão grave que deveria ser punido com o apedrejamento. Não estou propondo o apedrejamento de ninguém, mas o texto bíblico mostra como devemos levar a sério essa questão e fugir até mesmo das mais inocentes mentiras ligadas à magia.

Não se engane. O grande conflito entre o bem e o mal existe. A batalha travada pela posse de sua mente é ferrenha. O inimigo enfeita da melhor maneira possível suas mentiras e as apresenta como se fossem a melhor coisa do mundo. Uma de suas táticas é nos viciar em histórias mirabolantes, conta­das com efeitos especiais de cinema, deixando nossa mente tão acostumada ao excesso de estímulos que não conseguimos achar graça na leitura da Bíblia. Que Deus o ajude a encontrar  refúgio na Palavra e a demorar seu pensamento apenas naquilo que é bom.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

POLITICA - PELA PRIMEIRA VEZ EM CARMÓPOLIS TEREMOS NOVAS ELEIÇÕES


Carmópolis: processo continua no TSE
Vereador permanece no comando da prefeitura

Luís Guimarães continua no comando da prefeitura (Foto: Arquivo/Câmara Municipal de Carmópolis)
Continuam indefinidas as eleições no município de Carmópolis. O processo que questiona a inelegibilidade do vice, Teotônio Neto, e declarou a nulidade dos votos destinados à chapa vencedora nas urnas continua em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devendo ser levando para apreciação dos demais ministros a partir do mês de fevereiro, quando as atividades do pleno serão normalizadas naquela Corte, segundo informações da assessoria de imprensa daquele tribunal.

O último movimento no processo ocorreu no dia 19 de dezembro do ano passado quando o ministro Henrique Neves, do TSE, manteve inválidos os votos destinados à chapa vencedora nas urnas, apesar de manter o registro de candidatura de Volney Leite, que disputou a Prefeitura de Carmópolis pela chapa Juntos por Carmópolis.

Na mesma decisão monocrática, o ministro Henrique Neves negou o registro de candidatura do vice da chapa, Teotônio Neto, o que manteve inválidos os votos. No município, a população aguarda uma nova eleição para eleger o futuro gestor. A data de nova eleição só será definida quando o TSE concluir o julgamento do processo e enviar comunicado oficial ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), órgão público responsável para definir o novo pleito, que será conduzido pelo juiz eleitoral da comarca de Carmópolis.

Sucessão

Em decorrência desta decisão judicial, o vereador Luís Guimarães (PSB), eleito presidência da Câmara Municipal no dia primeiro deste mês, se mantém no comando da prefeitura. Enquanto a Câmara Municipal está sendo administrada pelo vice-presidente, José Augusto Santos (PSD).

Fonte: Infonet
Por Cássia Santana

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

NÃO SE ASSUSTE!

NÃO SE ASSUSTE

Não te assustarás to terror noturno, nem da seta que voe de dia._ (Sal 91:5)

Tudo estava escuro. Jean não enxergava um palmo a sua volta. Havia sombras por todo lado. Mais do que escuridão física, era emocional. Tinha o coração cheio de trevas: dúvidas, revolta, mágoa e medo. Acabava de sepultar o corpo da esposa morta num acidente de trânsito. Os amigos e parentes já tinham ido embora. Estava só, ou quase só. Seus três filhos pequenos dormiam ao lado. Eram eles a causa maior de sua preocupação.

Como enfrentar a vida sem a esposa amada? Como ocupar o coração das crianças o vazio deixado por ela? Porque Deus tinha permitido aquilo? O futuro se apresentava escuro e a escuridão o amedrontava.

De repente a vol do filho de cinco anos o trouxe a realidade. “Pai, disse o garoto – está tudo escuro, não consigo enxergar você, mas sei que você está ai, não esta?” Duas lágrimas rolaram pela face de Jean. Quando a criança voltou a dormir, ele disse a Deus em seu coração. Oh, Senhor, está tudo escuro na minha vida. Há tanta dor e tristeza. Não consigo Te enxergar. Mas Tu estás aí, não estás?

A noite é a lei da vida. Se há sol, há sombras. Elas chegam hoje ou amanhã. Elas sempre chegam. Ai de mim se eu não souber onde procurar a luz.

O salmo noventa e um fala de um esconderijo. Deus é o refúgio. Ele está pronto para cobrir Seus filhos debaixo de suas asas, como a galinha protege os seus pintinhos. É por isso que Davi proclama aos quatro ventos: “Não te assustarás do temor noturno.”

Abra as janelas da sua alma. Deixa o sol entrar. Não tema. Não se esconda. Desabroche como o casulo. Cada vez que a tormenta chegas à sua vida, lembre-se que por cima das nuvens o sol continua brilhando.

Hoje é um novo dia. Se as coisas não deram certo até aqui, continue lutando em nome de Jesus. Muitos derrotados não sabiam quão perto estavam da vitória, na hora em que desistiram. Não desista. Nada pode derrotar a quem se refugia em Deus.

Com estes pensamentos em mente, encare os desafios da vida. Se a sua confiança está depositada em Deus, “não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia.”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

AS CRISES DO POVO DE DEUS

*As crises do povo de Deus*


Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus._(Êxodo 2:23)

Numa época de crise, o povo de Deus foi para o Egito, a grande potência daquele tempo, a qual atraía muita gente. Calcula-se que, em certos momentos, cerca de um terço da população do antigo Egito era de estrangeiros. A família de Jacó che­gou com honras de estado, sendo levada pelos carros reais do faraó. Essas honra­das, infelizmente, não durariam para sempre.

As bênçãos, às vezes, geram oposição. Os egípcios, temendo o sucesso dos hebreus, decretaram um infanticídio e passaram a escravizá-los. Estima-se que cada escravo hebreu tinha que fazer cerca de 2.500 blocos ou tijolos por dia! Além de construir cidades como Pitom e Ramessés, eles certamente ajudaram a edificar pirâmides, que eram, literalmente, obras faraônicas. Apenas a pirâmide de Sesóstris III, por exemplo, teria precisado de 24,5 milhões de blocos.

O fato é que o povo de Deus estava enfrentando uma grande crise, e as perguntas começavam a rodar pela cabeça de muitas pessoas. Numa situação de opressão, sofri­mento e desespero, será que Deus ainda se lembrava de seu povo? Será que a promessa feita havia mais de 400 anos seria cumprida? Será que o Deus dos patriarcas era pode­roso o suficiente para enfrentar os deuses egípcios? Muitos talvez nem se lembrassem de Abraão e seu Deus. Você sabe o nome de seus antepassados de quatro séculos atrás?

Yahweh havia prometido a Abraão que seus descendentes passariam um período de quatro séculos no Egito e depois se mudariam para um território espe­cial, a terra da promessa. Contudo, eles gostaram do estilo de vida, da comida e das facilidades do Egito. Aculturaram-se. Em certo sentido, viraram egípcios. Não que­riam sair. Para poder cumprir sua aliança com Abraão, Deus teria que esperar o cla­mor dos hebreus. Aquele não era o plano B, mas o melhor momento para o plano A.

Por fim, no meio da crise, modulada pelos gemidos, o povo clamou a Deus, que olhou para os israelitas, ouviu seu clamor e se lembrou da aliança, viu a situ­ação e atentou para o sofrimento (Êx 2:23-25). Os verbos ouvir e ver indicam que Deus percebia o que estava acontecendo, enquanto os verbos lembrar-se e atentar (literalmente, conhecer) ressaltam que Deus agiu.

É possível que você também esteja tão acostumado com sua vida atual que tenha se esquecido da promessa de Deus. A vida se torna cômoda e agradável. Você se esquece do sonho original. Quando isso acontece, Deus tem que permitir a escra­vidão para reavivar o sonho da libertação. O êxodo só é possível quando o clamor se torna mais forte do que o prazer de ter um green card egípcio.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

HERÓIS DA FÉ

 *Heróis da fé*

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam._ (Hebreus 11:6)

Com a evocação de figuras históricas e o tom esperançoso em meio a provações, Hebreus 11 é uma das passagens favoritas de muitos cristãos. Nesse capítulo, ao apontar o segredo da vitória dos heróis bíblicos diante dos desafios, o autor não escolheu a palavra aliança, nem teologia, nem perseverança, nem esperança, mas fé (palavra usada 27 vezes).

A expressão "pela fé", repetida 21 vezes no capítulo, é o que define o teor das diferentes experiências dos heróis de Deus ao longo das eras. Foi por meio da fé "que os antigos receberam bom testemunho" (Hb 11:2) e é por meio dela que os modernos e pós-modernos receberão aprovação.

Ao mencionar sua galeria de heróis, o autor de Hebreus usa vários recursos retó­ricos para dar a sensação para os ouvintes (e leitores) de que o número de heróis é ainda maior. Para ele, ter fé é o segredo para ir em frente até chegar à cidade eterna e invisível. Em cada situação, a fé acha uma maneira de ver o invisível, conquistar o inconquistável e receber o inefável.

Ter fé como a de Abel é oferecer o melhor para Deus. A fé leva você a sacri­ficar/adorar. Ter fé como a de Enoque é desenvolver amizade com o Eterno. A fé leva você a caminhar com Deus. Ter fé como a de Abraão é acreditar nas pro­messas de Yahweh e peregrinar o resto da vida pela terra que ele indicar. A fé leva você a jornadear com Deus, saindo do mapa conhecido. Ter fé como a de Sara é se considerar mãe de uma multidão mesmo quando se é estéril e não se tem um bebê para segurar nos braços. A fé leva você a esperar e receber a promessa de Deus. Ter fé como a de Moisés é recusar as riquezas passageiras do mundo para receber as glórias eternas. A fé leva você a ver o invisível. Ter fé como a de Raabe é acreditar que Deus pode derrubar os muros ao redor e oferecer a oportunidade para um novo começo. A fé leva você a mudar as prioridades e a abandonar ídolos. Ter fé como a de Sansão é pedir uma nova chance e acreditar que sua força pode voltar, mesmo quando você desperdiçou seus dons. A fé leva você a consertar os erros do passado e a se dispor a morrer pela honra de seu Deus. Ter fé como a de Martinho Lutero é reformar a igreja apesar da oposição. A fé leva você a buscar a renovação. Ter fé como a de George Müller é alimentar orfanatos pelo poder da oração. A fé leva você a confiar na provisão divina.

Pela fé, uma geração continua o trabalho da anterior, até o plano divino ser totalmente cumprido e  toda a família de Deus se reunir para receber a promessa.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2017 NOVO ANO - SIM OU NÃO

*Sim ou não*


Seja o seu "sim", "sim", e o seu "não" "não"; o que passar disso vem do Maligno._ (Mt 5:37)

Depois do vestibular, anos de estudo, dezenas de provas, monografias e trabalho de conclusão de curso, nada melhor do que participar da formatura, jogar o chapéu para cima, pegar o canudo e buscar um emprego, não é? Mas, no caso de uma turma inteira da Faculdade de Cinema na PUC-Rio, ficou faltando o essencial: a formatura.

Na cerimônia de juramento dos formandos, em janeiro de 2013, a aluna que estava fazendo a leitura do texto resolveu incluir as palavras "ou não" ao fim de cada promessa. "Prometo exercer minha profissão com espírito de quem se entrega a uma verdadeira missão de serviço, tendo sempre em vista o bem comum; ou não", disse a formanda, e os outros estudantes entraram na brincadeira, repetindo a expressão ao fim de cada tópico lido. Resultado: o juramento foi anulado pela reitoria e a colação de grau da turma se atrasou em meses. Uma formanda que havia conseguido emprego na TV Globo não pôde comprovar que havia concluído os estudos.

"Sim" ou "não" é suficiente. Essa foi a ordem de Jesus, a qual é repetida por Tiago (5:12). Não dá para fazer um juramento com "sim" e "não" ao mesmo tempo. Na ver­dade, o Mestre disse que nem devemos jurar. Basta dizer a verdade, expressar os fatos. Se a verdade é importante hoje, muito mais naquela sociedade oral.

Jurar em nome de Deus não era pecado. Ao contrário, fazia parte do comando divino (Dt 6:13; 10:20). O problema, ao que parece, é que, no tempo de Jesus, os judeus juravam por tudo quanto é coisa, menos por Deus, para não incorrer em juízo. Buscavam apoio nos votos e juramentos para dar credibilidade às suas palavras.

Atualmente, vivemos num mundo em que existe uma parafernália de leis, documentos e juristas para fazer com que nosso "sim" seja "sim' e o "não" seja "não". Seria muito mais barato se todos admitissem que existe um padrão da verdade e o adotassem. Certamente os advogados teriam muito menos trabalho!

Nesse verso, Jesus não está dizendo que nossa conversa deve ficar no "sim" ou "não". Isso seria frustrante. De igual modo, o foco principal não está no juramento ou no tipo de linguagem que usamos, embora isso faça parte do texto. O que ele quer dizer é que devemos agir de acordo com nossa natureza de filhos de Deus. No âmbito divino, as coisas são claras, cristalinas, verdadeiras, reais. É no territó­rio do diabo que surgem a duplicidade, o engano e a mentira. Quando o coração é puro, honesto, íntegro, o "sim" e o "não" refletem o interior. Aquilo que domina o coração é o que sai da boca. Se o cérebro não está dividido, então não há motivo para misturar o "sim" e o "não".