domingo, 2 de agosto de 2015

SINAL DE ALERTA: A ÁGUA NO MUNDO

(Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre de flor! - Thiago de Mello)

AS DIMENSÕES E VALORES DA ÁGUA

Cada sociedade possui uma relação peculiar com a água, que reflete a diversidade de valores e de experiencias acumuladas. Como referencia cultural e social, a água encontra grande expressão nas artes, nas religiões, na mitologia, no folclore, na ciência e na política.

A água tem sido muitas vezes utilizada como instrumento de dominação. Com a crescente politização da sociedade e com o aprimoramento legal e institucional para a gestão democrática e participativa dos recursos hídricos, essa situação de injustiça em relação ao acesso e ao uso da água vem sendo devidamente enfrentada.

A conservação e as formas de uso da água também têm forte relação com questões de gênero. Mulheres e crianças das regiões de maior escassez de água no mundo são mais penalizadas com serviços pesados de transporte desse precioso líquido. São as mulheres que, na maioria das vezes, lidam com água no espaço doméstico, controlando seu uso e cuidando da manutenção de sua qualidade. Homens e mulheres têm visões diferenciadas, até mesmo contrárias, em relação às prioridades de uso e conservação da água. O grande desafio é garantir que essas diferentes visões se somem, se complementem, permitindo, dessa maneira, que a gestão de recursos hídricos caminhe em direção à sustentabilidade.

Da água doce existente no nosso planeta, cerca de 68,9% encontra-se nas geleiras, calotas polares ou em regiões montanhosas; 30% são águas subterrâneas; 0,9% compõe a umidade do solo e pântanos, e apenas 0,3% constitui a porção superficial da água doce presente em rios e lagos (Shiklomanov e Rodda - 2003)

A água doce não está distribuída uniformemente pelo globo. A distribuição da água está relacionada com os diversos ecossistemas da Terra. Dependendo dos ecossistemas que compõem o território de um país, esse pode ter mais ou menos água disponível.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um ser humano precisa de 20 a 50 litros de água por dia, uma média de 1.000 litros/hab./ano, para beber, cozinhar, tomar banho e lavar roupas e utensílios. Kuwait, Emirados Árabes, Ilha Bahamas e faixa de gaza são quatro países do Oriente Médio que praticamente não têm mais água, com disponibilidade hídrica variando entre 10 e 66 L/hab./ano. Contrapondo estes baixos números, estão Canadá, Rússia asiática, Guianas e Gabão, com média superior a 100.000 L/hab./ano.

Quase 24% de toda a população do continente africano já sofrem com o estresse hídrico (consumo de água superior aos recursos renováveis de água doce). Grande parte do Peru e algumas áreas do México e America Central também já se encontram nesse estado, segundo a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL). (RITTNER, 2005).

O Brasil possui a maior "disponibilidade hídrica" do planeta, correspondendo a 11,2% do deflúvio médio mundial (parcela de água que escoa nos rios), equivalente a 5.744 Km cúbicos de água por ano (WRI, 1998).

"PRESERVAR A NATUREZA É TÃO IMPORTANTE QUANTO AMAR O PRÓXIMO!" (Sérgio Vieira)