sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

GUIGÓ DE SERGIPE, DESPERCEBIDO EM CARMÓPOLIS!

MATA ATLÂNTICA DE SERGIPE, TEM RESTINGA EM CARMÓPOLIS

A Mata Atlântica do Estado de Sergipe é um dos biomas cujas informações sobre a sua biodiversidade  são escassas e praticamente inexistentes. Apesar de bastante antropizada e descaracterizada em relação à sua configuração original, os poucos estudos realizados nos fragmentos de Mata Atlântica da região do Estado indicaram a presença de algumas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.  Nos últimos anos, uma nova espécie de primata foi descrita em Sergipe.
Tal descoberta mostrou-se extremamente relevante para a ciência, uma vez que os primatas são um dos grupos relativamente mais bem conhecidos e estudados  e imaginava-se que, pelo menos no Nordeste do Brasil,  todos os grupos de símios já se encontravam identificados pela ciência.
A nova espécie descrita em Sergipe foi cientificamente designada de Callicebus coimbrai, é localmente conhecida como guigó e ocorre exclusivamente em alguns poucos fragmentos florestais do Estado de Sergipe e do norte da Bahia.
Pretende-se, portanto, em parceria e com o apoio da PETROBRÁS realizar um estudo sobre o guigó-de-sergipe (Callicebus coimbrai),  promover a conservação de suas populações nos remanescentes de Mata Atlântica dos Municípios de Japaratuba, Carmópolis e General Maynard,   iniciar um programa de educação ambiental na região, visando a informação e a conscientização da população para a importância da manutenção das matas e de suas comunidades animais e  desenvolver  ações de recuperação de florestas localizadas nos 3 municípios, próximos ao Campo Petrolífero de Carmópolis.
           

Por Várias Vezes Foi Apresentado uma Justificativa ao Poder Público Municipal Principalmente em Outras Gestões Mas Nada Foi Feito Para Proteger o Guigó em Carmópolis!

O guigó-de-sergipe, Callicebus coimbrai é um primata endêmico de uma pequena faixa de Mata Atlântica compreendida entre o Estado de Sergipe e o extremo norte do Estado da Bahia.  A espécie atualmente considerada  como criticamente ameaçada de extinção pela lista oficial do IBAMA e MMA foi descrita por  Kobayashi e Langguth em 1999 com base na análise de  espécimes coletados na zona da mata de Sergipe.
Ao descreverem o primata, os autores  mencionaram sua restrita área de distribuição, e deixaram evidente a necessidade de estudos para o conhecimento de seus hábitats e da implantação de programas de conservação de suas populações. A partir de então, algumas informações foram  acrescentadas ao trabalho de Kobayashi e Langguth, principalmente em relação à novas áreas de ocorrência e ao grau de ameaça na qual a espécie se encontra. Sousa (2000) acrescentou novas  localidades em relação àquelas mencionadas por Kobayashi e Langguth, uma delas situada no nordeste do Estado da Bahia. Roosmalen et all (2002) fizeram uma compilação das informações até então disponíveis e hipotetizaram os limites de sua distribuição entre o Rio Itapicuru, ao norte, até o Rio São Francisco.

Sousa (2003) indicou a  distribuição de Callicebus coimbrai em Sergipe, comentou a situação de suas áreas de ocorrência e do seu estado de conservação e argumentou que todas as áreas florestadas do Estado de Sergipe encontram-se sob forte processo de degradação, inclusive aquelas que são redutos das diminutas populações de Callicebus coimbrai, e que, apesar de persistirem em alguns fragmentos e terem suportado ao longo dos anos a deterioração de seus ambientes, suas populações acham-se em franco declínio, principalmente devido à caça, redução e conseqüente perda de habitat. De acordo com Sousa (op. Cit.), alguns desses fragmentos florestais localizam-se próximos ao campo Petrolífero da PETROBRÁS, como por exemplo, a mata da Aguada, no município de Carmópolis.
O quadro de supressão e declínio das populações de C. coimbrai tende a ser intensificado nas matas remanescentes, caso não sejam tomadas medidas para a proteção das áreas e ações de conscientização e educação ambiental, uma vez que com as alterações nos fragmentos, com conseqüente  diminuição da qualidade do habitat, aumento de clareiras e do efeito de borda, as populações de C. coimbrai tornam-se vulneráveis e acuadas às ações de caçadores.
O desenvolvimento das ações de pesquisa, conscientização e proteção, reflorestamento das matas, enriquecimento florístico do fragmentos e a conexão entre eles, será um passo importante na preservação desta espécie. Essas ações serão importantes também para a proteção de outras espécies ameaçadas, como os gatos do mato (Felis spp.) e lontra (Lontra longicaudis), e criticamente ameaçadas como o macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos) que também merecem atenção na mesma paisagem.
 Justifica-se esta proposta, portanto, pela necessidade urgente de conhecimento, proteção e de programas de conscientização e educação ambiental para reverter o grau de ameaça na qual a espécie se encontra.
A oportunidade para o conhecimento, manejo e conservação através da parceria com a PETROBRÁS denotará não só a postura ecologicamente correta da empresa como também o compromisso e a responsabilidade em relação ao meio ambiente, às comunidades  e a conservação da biodiversidade.

Apresentamos Várias Propostas

Apresentamos proposta  com os seguintes objetivos:
Obter dados sobre  a ecologia de C. coimbrai, observando  a situação de suas populações, os seus hábitos alimentares e reprodução no ambiente natural;
 Realizar um censo das populações remanescentes de C. coimbrai na Mata da Aguada; 
Caracterizar o habitat de C. coimbrai  através de um levantamento florístico e descrição do   estado de conservação das florestas remanescentes;
Recompor, enriquecer e reflorestar fragmentos de Mata Atlântica visando a melhoria do habitat disponível para a espécie e a formação de corredores ecológicos entre os principais fragmentos florestais da região,

Envolver fazendeiros, lideranças políticas, comunitárias, religiosas, professores e estudantes em um amplo programa de conscientização e educação ambiental para as comunidades locais.

Dr. Marcelo Souza, Biólogo um dos guerreiros nesta descoberta cientifica!

A associação de Defesa do Meio Ambiente, pioneira nesta luta em Carmópolis, através do seu representante o Ambientalista Sérgio Vieira, redator e responsável por esse blog. Sempre empenhado, homenageamos essa descoberta, dando nome em nosso time amador aqui em Carmópolis como Guigó F.C.